Arquitetura de mobilidade integrada
Introdução
Em geral
A Rede Integrada de Transporte (conhecida pela sigla RIT) (em espanhol Red Integrada de Transporte) é um sistema de transporte de ônibus troncal em faixas exclusivas na cidade de Curitiba, no Brasil. Foi o primeiro sistema de trânsito rápido de ônibus implementado no mundo.[1][2].
A Rede Integrada de Transportes de Curitiba tem como espinha dorsal de sua operação 72 km de linhas exclusivas de ônibus que percorrem os 5 principais eixos da cidade e que constituem as chamadas linhas rápidas (Expresso Biarticulado) cujas estações são facilmente identificáveis pelo formato tubular. Toda a rede inclui, além da cidade de Curitiba, outros municípios suburbanos da Região Metropolitana: São José dos Pinhais, Pinhais, Colombo, Piraquara e Rio Branco do Sul, Almirante Tamandaré, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Campo Magro, Araucária, Contenda, Itaperuçu e Bocaiúva do Sul. O sistema que é utilizado por 85% da população da cidade e serviu de modelo para os sistemas de diversas cidades do Brasil, o TransMilenio de Bogotá, o MIO de Cali, o Trolleybús, a Ecovía "Ecovía (Quito)") e o Metrobus-Q de Quito, o Metrovía de Guayaquil, o Metropolitano de Lima, o Transantiago em Santiago, a Linha Laranja") em Los Angeles e o Metrobús "Metrobús (Cidade do México)") da Cidade do México, bem como os futuros sistemas de transporte da cidade de Arequipa, Panamá "Panamá (cidade)"), o SIT em León Guanajuato (Pioneiro no México) e o Transmetro "Transmetro (Guatemala)") da Cidade da Guatemala.
História
Na década de 1960, a população de Curitiba aumentou para 430.000 habitantes e temia-se que o aumento populacional ameaçasse drasticamente o caráter da cidade. Em 1964, o prefeito Ivo Arzua solicitou propostas de planejamento urbano. O arquiteto Jaime Lerner, que mais tarde se tornaria prefeito da cidade, liderou uma equipe da Universidade Federal do Paraná que propôs a redução do trânsito no centro da cidade e um sistema de transporte público prático e acessível. Foi inaugurado em 1974, mas só em 1980 é que todo o troço foi concluído.
Na década de 1980 foi criada a rede de transporte, permitindo a ligação de qualquer ponto da cidade mediante o pagamento de uma única tarifa.
Esse plano, conhecido como Plano Geral de Curitiba, foi aprovado em 1968. Assim, Jaime Lerner fechou a rua XV de Novembro aos veículos por já possuir grande tráfego de pedestres. O plano propunha um novo desenho viário que minimizasse o tráfego: o sistema viário trinário. A via foi dividida transversalmente em três zonas: duas vias exteriores, cada uma para um sentido de circulação, para circulação geral que ladeava uma via central, de dois sentidos e duas faixas, reservada exclusivamente à circulação de autocarros. Cinco dessas ruas têm traçado radial que converge no centro da cidade. As zonas mais afastadas destes eixos são reservadas a zonas residenciais de baixa densidade para não aumentar a densidade de tráfego em zonas afastadas dos eixos principais. Finalmente, as áreas propensas a inundações foram classificadas como não urbanizáveis e foram convertidas em parques.