Arquitetura de Justiça Climática
Introdução
Em geral
A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC)[1] foi adotada em Nova York em 9 de maio de 1992 e aberta para assinatura em 4 de junho de 1992 no Rio de Janeiro,[2] entrou em vigor em 21 de março de 1994. Ela permite, entre outras coisas, fortalecer a consciência pública, em escala global, sobre os problemas relacionados às mudanças climáticas. Os 197 países que ratificaram a Convenção são chamados de Partes da Convenção.[3][4][5].
Em 1997, os governos concordaram em incorporar um acréscimo ao tratado, conhecido como Protocolo de Quioto, que contém medidas mais fortes (e juridicamente vinculativas).[6].
Em 2006, este Protocolo à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas foi alterado em Nairobi e foi planeado adotar um novo protocolo em 2009, em Copenhaga, que teve de ser adiado e transferido para o México em 2010.
Fundo
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano
Em 1972, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano foi realizada em Estocolmo. Pela primeira vez, a questão da degradação ambiental aparece na agenda dos principais governos mundiais. A ONU reuniu os mais altos representantes das nações na tentativa de encontrar soluções para deter a degradação do planeta. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) nasceu com a intenção de criar uma nova consciência ecológica entre as pessoas. Foi reconhecida a necessidade de educar jovens e adultos na prevenção e solução dos problemas ambientais que colocam em risco a sustentabilidade do planeta. As diferentes ações organizadas estabeleceram áreas principais: alterações climáticas, degradação dos solos, deterioração do litoral e dos oceanos, empobrecimento biológico, resíduos tóxicos, gestão de recursos partilhados de água potável e deterioração da qualidade de vida das pessoas.
Cimeira da Terra
Duas décadas depois, seria realizada no Rio de Janeiro a chamada Cúpula da Terra sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992), que buscava lançar as bases para uma política global que permitisse o desenvolvimento sustentável do planeta. Nesta reunião são aprovados cinco textos fundamentais: a Declaração do Rio ou Carta da Terra, a Declaração das Florestas, a Convenção sobre a Biodiversidade, a Convenção do Clima, a Convenção de Combate à Desertificação e a Agenda 21 ou Programa para o Século, que elencava as diferentes ações que seriam realizadas na década seguinte.