Arco Ogival
Introdução
Em geral
O arco pontiagudo, também chamado de arco pontiagudo, é uma extensa tipologia de arcos "Arco (arquitetura)") que são compostos por dois segmentos de arco formando um ângulo central na chave "Chave (arquitetura)").[1] Geralmente é usado em contraste geométrico com o arco segmentar. O arco pontiagudo transmite melhor o impulso lateral do que o semicircular, o que significa que se podem construir mais aberturas abertas, paredes mais altas e se obter uma maior sensação de verticalidade.
História
Anteriormente usado pelos Abássidas no século XIX. Na arquitetura islâmica, o arco pontiagudo em ferradura ou arco tumido aparece desde o século XIX. Tem precedentes na arte românica (séc.). Foi usado no românico da Borgonha. É típico da arquitetura gótica (-século).
Ao longo do século difundiu-se a utilização do arco ogival pontiagudo, ou côncavo-convexo, com quatro centros, dois internos nos intrados, na altura das impostas, e dois externos nos dosos posteriores. Posteriormente surge o arco rebaixado, tipo carpanel, ou com três centros, dois na altura das impostas e um abaixo dela, bem maior. O chamado arco Tudor, típico da Inglaterra. O arco segmentado, que não atinge o semicírculo, também foi utilizado na arquitetura gótica, em aberturas secundárias. Na última época da arte gótica foi utilizado o arco mixtilíneo, composto por uma sucessão de segmentos côncavos, convexos e retos.
Características
O arco pontiagudo ou apoiado possui arcos circulares tangentes às linhas da mocheta e que se cruzam em um vértice agudo. Na Europa do século XIX, o arco pontiagudo não só representa uma mudança estética que rompe com o classicismo do arco semicircular, típico da arquitectura romana e românica, mas também é mais eficaz, porque graças à sua verticalidade as pressões laterais são menores que no arco semicircular, permitindo poupar maiores espaços. É típico da arquitetura gótica.
A secção do arco ogival reproduz os nervos cada vez mais complexos do sistema gótico, que também se manifestam nas mesmas molduras do pilar. Possui formato de ponta de flecha que, devido ao seu formato vertical, permite elevar a altura do edifício.
Referências
- [1] ↑ Heyman, Jacques (2001). Instituto Juan de Herrera, ed. La ciencia de las estructuras (Primera (en español) edición). Madrid: EFCA S.A. ISBN 84-95365-98-7.