Análise do ciclo de vida
Introdução
Em geral
Ecoedição é termo que se refere à edição impressa de um livro, feita com critérios de sustentabilidade. Envolve a incorporação, ao longo de todo o ciclo de vida de uma publicação, de critérios que reduzam o impacto ambiental no meio ambiente e promovam melhorias sociais e, como consequência, ofereçam vantagens técnico-econômicas.
Estes critérios são aplicáveis a todas as empresas envolvidas na cadeia de valor contabilística e podem referir-se a aspectos como a implementação e manutenção voluntária de um sistema de gestão ambiental, como a ISO 14001 ou o regulamento europeu EMAS, ou ao tipo e origem de algumas matérias-primas, como o papel.
A definição destes critérios de sustentabilidade baseia-se principalmente nos resultados obtidos através da aplicação da metodologia de Análise do Ciclo de Vida às publicações impressas. Através desta técnica, localizam-se as fases do ciclo de vida que acumulam mais impactos, determinando quais materiais e/ou processos são responsáveis por eles, permitindo a consideração informada de alternativas para alcançar produtos mais sustentáveis.
Atualmente, a preocupação com o ambiente, acompanhada pela procura social, tem impulsionado o lançamento de vários projetos, tanto nacionais como internacionais, que realizam este tipo de estudos e pesquisas, tentando reduzir o impacto das publicações impressas.
História
Os antecedentes da ecoedição, termo este que se refere à gestão sustentável das publicações, estão associados à origem do termo sustentabilidade, à redução do impacto ambiental nos processos produtivos e às Compras Públicas Verdes. O termo “desenvolvimento sustentável” foi cunhado pela primeira vez pela Comissão Brundtland em 1987 para se referir ao desenvolvimento que não põe em perigo as gerações futuras (“Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades”). Posteriormente, em 1994, foi promovido o conceito de “consumo sustentável”, aplicado à necessidade de realizar um desenvolvimento responsável, pensando também nas gerações futuras. No Simpósio de Oslo de 1994 surge a primeira referência a este conceito, centrado na produção de produtos que minimizem a utilização dos recursos naturais e reduzam o seu impacto no ambiente (“...a utilização de bens e serviços que respondam às necessidades básicas e proporcionem uma melhor qualidade de vida, minimizando ao mesmo tempo a utilização de recursos naturais, materiais tóxicos e emissões de resíduos e poluentes ao longo do ciclo de vida, de modo a não pôr em causa as necessidades das gerações futuras”).