Adesivos De Poliuretano De Baixa Toxicidade
Introdução
Em geral
Diisocianato de metano difenil, comumente abreviado como MDI (4,4'-diisocianato de metileno difenil), é um diisocianato aromático. Existe em três formas isoméricas diferentes, 2,2´-MDI, 2,4´-MDI e 4,4´-MDI, sendo esta última no entanto a mais utilizada e qualificada como "MDI puro" ou simplesmente MDI.
O MDI é abundantemente utilizado combinado com diferentes polióis, glicóis e/ou diaminas na produção de poliuretano. É o diisocianato que conquista a maior participação de mercado.
Síntese e produção
A síntese química do MDI começa a partir da reação de condensação entre formaldeído e anilina em meio ácido:[2].
2(Phe)-NH + HCHO → HN-Phe-CH-Phe-NH + H O
O produto da reação é então feito reagir com fosgênio para dar o diisocianato:.
HN-Phe-CH-Phe-NH + 2(Cl)CO → OCN-Phe-CH-Phe-NCO + 4HCl.
O produto é uma mistura de MDI polimérico e uma mistura de isômeros a partir dos quais o isômero desejado (geralmente 4,4´-MDI) é purificado.[3] [4]
Atualmente, esforços estão sendo feitos para tentar substituir o processo de fosgenação[3][5][6] na síntese de isocianatos, devido à alta toxicidade do fosgênio.
Química
O MDI desenvolve uma química semelhante à do resto dos isocianatos. Porém, por ter natureza aromática, a reatividade é maior do que no caso dos diisocianatos alifáticos (como diisocianato de hexametileno, HDI ou diisocianato de isoforona, IPDI), dando origem a reações altamente exotérmicas, podendo reagir muito violentamente quando reagidos com diaminas. A velocidade de polimerização com dibases é maior que a apresentada pelos diisocianatos alifáticos.
Emprego
O MDI é usado principalmente na síntese de poliuretano. Principalmente pela sua reatividade, é utilizado na síntese de espumas de poliuretano, onde é necessário um curto tempo de polimerização. O MDI também é usado na síntese de elastômeros[7] e em adesivos à base de poliuretano[8].