Abóbada na virilha
Introdução
Em geral
A abóbada de arestas é o elemento arquitetônico abobadado utilizado para cobrir espaços quadrangulares; Resulta da intersecção de duas abóbadas de berço, que se cruzam perpendicularmente. Geometricamente, é gerado por duas superfícies semicilíndricas ortogonais cujas linhas de intersecção, ou arestas "Edge (arquitetura)"), são arcos elipses que se cruzam no vértice superior.
A sua utilização não só é generalizada pela sua fácil construção com cofragens, mas também porque permite distribuir com grande facilidade as forças das coberturas para as paredes exteriores.
História
Roma Antiga
Engenheiros e arquitetos romanos espalharam-no por todo o Império, utilizando-o como alternativa aos sistemas de lintel e telhados planos para pequenos espaços. Em instalações importantes, as termas romanas eram muitas vezes cobertas por enormes abóbadas de arestas, como as Termas de Diocleciano em Roma, construídas entre 298 e 305, as Termas de Caracalla, também em Roma, do início do século com uma estrutura de arestas de 32,9 metros de altura[1] ou as Termas de Cluny em Paris. Outros exemplos localizados na própria Roma seriam o mercado de Trajano ou a Basílica de Maxêncio.
A abóbada de silhar apresenta problemas de estereotomia, que os romanos costumavam evitar escalonando a cimbre de modo que a base de uma ficasse em um nível mais alto do que a chave "Chave (arquitetura)") da outra. Das poucas abóbadas de arestas da época romana que restam, várias pertencem à escola oriental.
Existe um exemplo de abóbada cruzada em pedra talhada na galeria de acesso do teatro sul de Gerasa (Jordânia), século II. Gerasa, embora fizesse parte do Império Romano, permaneceu profundamente influenciada pelas tradições gregas. Todos os edifícios têm a particularidade de serem construídos em “Levantamento (construção)” de médio ou grande porte, com uma junta estanque “Levantamento (construção)”). A argamassa que às vezes era usada como revestimento nunca foi usada como aglutinante para alvenaria e nenhuma evidência foi encontrada no opus caementicium.[3].
O arco triunfal de Cáparra na Extremadura (Espanha), datado de finais do século XIX, é outro notável exemplo romano. O único monumento sobrevivente na península italiana que possui uma abóbada cruzada bem combinada em pedra esculpida é o mausoléu de Teodorico, o rei ostrogodo, construído em Ravenna em 530. A forma em 'zigue-zague' de montagem das aduelas da fachada, embora praticada no Império Romano durante a era imperial, só parece ser praticada no Médio Oriente no século, levando à hipótese de que o criador do mausoléu poderia ter vindo da Síria ou da Ásia Menor.[4].